January 16, 2017

Menos uma bigorna

Hoje foi mais ou menos assim. Não me disseram isto de uma forma tão literal, mas disseram-me. Uma sombra que me pairava de vez em quando na cabeça, deixou de existir (finalmente).  Já se tinham passado mais de cinco anos e eu simplesmente ia ignorando que deveria ir ao senhor doutor perceber se tinha ou não aqui um problemazito para resolver. Aos que gostam de mim, não, não tenho problema nenhum. Aos que não gostam, não, também não tenho problema nenhum. E estou realmente feliz com isso. Talvez quando se trate dos outros seja mais fácil mandá-los ao médico ou fazer os exames ou dar um simples raspanete. Quando nos calha a nós, a coisa é mais chata e em alguns casos demorada. Mas não façam como eu, cinco anos dá para muita coisa. Sobretudo para a mente divagar demasiado. Por isso, adeus bigorna que pairavas por cima da minha cabeça. Estou bem, não sei se me recomendo, vá, recomendo-me. Hoje pelo menos.

[quem convive comigo saberá que não estou a falar só por falar, quem não convive, acredite apenas. acredite que nem sempre é fácil ir ao médico e que é normal ter medo que algo corra mal, mas é preciso ir. hoje foi o dia de ir e de sair de lá com uma bigorna a menos.]

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