December 02, 2016

Working with kids #5

Fotografia tirada por mim no dia do pijama com as casas da minha sala

Ter a possibilidade de trabalhar com crianças foi provavelmente uma das maiores sortes que me passou pelas mãos. Felizmente aconteceu. Poderia nunca ter acontecido, se bem me recordo. Depois de toda a passagem pelos estudos, pelo queimar de pestanas, a minha realidade era o desemprego e felizmente já lá vão uns anos desde que isso aconteceu. Por sorte da vida, encontrei-me com as crianças, ou elas comigo. 

E não, este não é só mais um texto em que falo sobre as crianças e mostro como é bom trabalhar perto delas. Este é um texto de alguém que parou os olhos por um video recente onde uma educadora na Índia agride uma criança de nove meses sem qualquer tipo de sentimento. 


E não, este não é só mais um texto de revolta, é um texto sobretudo de amor. É um texto escrito com o coração. É um texto cheio de perguntas. 

"Como é que é possível" - esta deve ser a pergunta que nos passará mais pela cabeça e tenho a certeza de que todos nós sabemos que existem crianças mais dificeis do que outras, claro que existem, não é? Sei disso muito bem, mas o que também sei é que não é assim o modo de resolver nada. Resolvemos as coisas ensinando-as, moldando-as, dando-lhes afecto e tentando que aos poucos os rasgos de «atitudes menos bonitas» desapareçam. Que as birras possam dar lugar a sorrisos e que possam crescer da melhor forma. Porque são crianças, crianças que não conhecem o mundo como nós o conhecemos. As crianças precisam de nós, precisam dos nossos abraços, das nossas brincadeiras, das nossas formas de as saber levar. As crianças precisam de todo o nosso amor e por amor, entenda-se também dar um ralhete se assim o for necessário. Todos nós já os levámos, se for preciso ainda o levamos dos nossos pais e já somos adultos. As crianças só precisam de tudo o que de bom possamos ter para lhes dar. As palavras, os gestos, o olhar. 

E sabem o que vos digo? Nós também precisamos delas. Da alegria de vida delas, das brincadeiras delas, do carinho delas, simplesmente delas. Porque as crianças serão sempre o ser mais sincero que o mundo poderá ter. 

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