July 11, 2016

Porque uma mulher também fala de futebol...

...e sobre outras vitórias. Por isso começo por dar os parabéns a todos os portugueses que trouxeram consigo uma medalha para o nosso país, mesmo que por vezes sejamos pequenos, creio que ontem conseguimos de facto ser 11 milhões. 


A manhã, ontem, assemelhava-se bastante promissora. Ganhámos mais do que uma medalha. Conseguimos trazer para a nossa casa mais do que uma vitória, mas, como sempre, é no futebol que depositamos sempre as emoções mais fortes. E posso falar por mim, que sofro mais quando vejo a seleção do meu país jogar do que quando vejo outra equipa qualquer. Sempre foi assim e tenho a certeza de que o continuará a ser. 

Quando o jogo começou, não sabia ao certo o que havia de esperar, nem eu, nem os outros 11 milhões. Todos sabíamos o que queríamos. Quando vi o capitão ir ao chão pela primeira vez, e como era óbvio, focarem a cara dele, vi que não iria haver muito mais a fazer. Querer ele podia tê-lo, mas percebi que não devia aguentar muito mais e a primeira parte estava nesse momento a chegar a meio. Não sou a mulher do futebol, estou muito longe de o ser. Jogo no placard. Será que conta? Cá para mim não conta, mas isso não me tapou os olhos e não impede de ser uma mulher a falar sobre o futebol. A única coisa que sabia foi aquilo que tinha ouvido num video, e o que ouvi no video viu-se nos primeiros minutos de jogo. Combater o capitão. Tentar travar Cristiano Ronaldo. "Só não sabia que para isso se podia andar a cacetada". Saber sabia, mas achei que estavam tão convencidos de si, que tentarem travar o melhor do mundo, seria apenas não permitir que ele fizesse o que fez no último jogo - marcar. Só que afinal, eles precisavam de mais qualquer coisa para não terem medo de Portugal. Sinceramente, esses primeiros minutos custaram-me horrores, e não é por achar que só podíamos ganhar com ele lá dentro. Foi por ver que as lágrimas que caíam não era só de dor física, mas por saber perfeitamente que já não havia mais nada a fazer, porque ele simplesmente não ia aguentar estar dentro do campo. Tentou. Apertou o joelho e tentou. Só que não foi capaz. Foi treinador de bancada. Foi parceiro do treinador de "". Como provavelmente o vou passar a chamar. 

Achava que só podia ter razões para ser um homem de fé, um homem com uma crença maior do que aquela que normalmente as pessoas têm. Até porque coisas estranhas não se explicam. E aqui é o caso. Talvez se não fosse a fé inabalável deste homem, a força de vencer do Cristiano, as luvas de duas cores do Rui Patrício, o pé certeiro do Éder, que infelizmente li a história da vida dele antes de vir para aqui mandar bitaites, hoje, não éramos campeões. Se calhar, se Portugal, não quisesse tanto esta vitória, hoje não éramos campeões. Se calhar, se não fomos 11 milhões a apoiar, hoje era só mais um dia. Todos fomos importantes. Até porque só um cego é que não consegue ver a força com que todos quiseram dar esta vitória ao Fernando Santos e ao Ronaldo. Eles mereciam-no. Todos mereciam. 

Só que hoje foi o dia em que o nosso 11 trouxe a taça para cá. 
Só que hoje foi o dia em que os franceses tiveram de guardar o autocarro. 
Pois, e hoje também é o dia em que eu digo que não gosto muito de franceses. Já não gostava. É assim desde o ciclo. Nada a fazer. 

2 comments:

  1. Partilho cada palavra mesmo a partilha de nao gostar de francês desde o ciclo..
    Viva Portugal.. Não somos 11 somos 11milhoes..
    Beijinho

    Beleza De Mulher e Mãe
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  2. Gostei imenso de ler o teu texto Joana!
    Enche-me cada vez mais de orgulho o meu País ...
    beijinho
    elisaumarapariganormal.blogspot.pt

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