May 30, 2015

Falo-te do número 23


Já calculavas que te ia escrever sobre o número 23. Já devias saber que a probabilidade era alguma, e não é que sejam dois anos, mas são quase dois anos. É preciso alguma paciência e perícia. Disso tenho eu a certeza, por saber que o teu vezes vezes o teu feito, dá uma coisa muito complicada. Mas é mesmo por isso vale a pena. Mais ginástica, menos ginástica. Nós conseguimos. Com todos os dilemas e com todos os problemas. Com todas as coisas que já tivemos contra e não a favor, se calhar já poderíamos não estar aqui - pelo menos juntos. Só que estamos. E isso enche-me o coração de vontade de te escrever. 

Existem dias em que a vontade de te mandar dar uma volta pelo teu mau feitio é maior do que eu, e olha que eu até sou grande para mulher! Um metro e setenta e dois é qualquer coisa! Mas mesmo assim, não mando. Quer dizer, mando mais ou menos, porque reclamo até enjoar. E sim, eu sei que também tenho um feitio que mete meto ao susto e que é pior do que cuspir na sopa, sim, eu sei. Mas, quando queres tirar-me do sério basta saírem meia dúzia de palavras da tua boca e já está. Não e que eu queira ficar fora do sério, mas não se aguenta! Só que depois existem outras alturas em que "te-portas-bem" e pronto, eu reclamo, reclamo e depois não é mais nada comigo. Se calhar ao fim de 23 meses é capaz de ser normal (eu vou pensar que sim). 

O amor é mesmo assim. É gostar e querer estar por perto do outro e é querer mais do que tudo que essa pessoa não se vá embora, mas também é reclamar com ela quando ela nos dá cabo da cabeça. Não podia ser tudo corações e cupidos de um lado para o outro, não é? Maioritariamente é. E tu sabes que sim, mas é bom que me ames e que tenhas paciência para mi, senão quem é que cuidará de ti quando fores velhote? Quem é que estará lá para ti? Eu quero estar, e sei que quero porque não existe outro sitio onde sinta vontade de estar. É do teu lado, contigo, mesmo que a refilar. Não faz sentido de outro jeito. 

E mesmo hoje é o que quero. Não importa onde esteja, porque sei que quero estar contigo. Abraçar-te, e que me abraces. Mas só depois de me esquecer do que me irritas, sim? Sim, sou terrível. Mas amo-te. E muito. E eu sei, que sabes disso facilmente. Sabes que era preciso algo muito grave para deixar de te amar. São 23 meses, muitos dias, muitas horas, e sabes que mais? Podíamos ir já de férias, o que me dizes? 

1 comment

  1. E são já 23…

    São 23 meses que já passaram, desde o dia em que aceitaste o duro desafio de me aturar (e eu bem sei que não sou nada fácil de aturar), mas confesso que nem dei conta da passagem destes cerca de 700 dias.

    E se não dei conta é bom sinal. É sinal que os dias bons são superiores e superam aqueles em que temos pontos de vista diferentes, é sinal que a teu lado eu estou e só posso estar bem. É sinónimo de que encontrei em ti o meu porto seguro, é sinal que tu és a “tal”, que tu és a mulher da minha vida.

    Mas (há sempre um mas), 23 meses é tão pouco tempo quando comparado com o tempo que quero viver a teu lado.

    Terás tu paciência para me aturar por muitos mais 23 meses? Eu espero que sim, espero que os nossos projectos em comum possam ser concretizados, que possamos continuar a ser felizes ao lado um do outro, que possamos continuar a ser UM.
    Por mim seguiamos já de férias...e ficavamos por lá :P

    AMO-TE J. <3

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