April 16, 2015

O que é nacional é bom e o que é original também


É ou não é verdade? É, claro que é. No fundo, todos sabemos que é e é também ao ler a pergunta que caímos na real. O problema é que por vezes parece que apagamos isso das nossas mentes. O que é nacional é bom e o que é original (na minha opinião) é ainda melhor. Tenho para mim e para os meus botões que todos devemos sentir um orgulho interior e muito forte quando conseguimos algo original. E entenda-se por original, algo que marque a diferença, algo que não seja badalado, algo que não haja parecido. A originalidade perde-se muitas das vezes por pegar em algo idêntico e tentar fazê-lo à nossa imagem. Perde-se também através de uma tentativa de tanto querer, de tanto fazer, de tanto mostrar. Perde-se, porque a originalidade não se pede, não se encomenda, não se arranja. A originalidade tem-se. Vem connosco, estão a ver? 

Dou-vos agora o exemplo de um escritor, existem muitos não existem? Muitos deles escrevem diversos temas: sobre amor, sobre ficção, sobre mil e duzentas coisas. Muitos deles são bons escritores, diga-se de passagem. Muitos deles tornaram-se bons pela diferença, pelo incomodo que sentimos ao ler, pela estranheza. Por isso é que são bons. Mas, sei que jamais irão ver um livro com o mesmo título numa livraria, jamais encontrarão dois livros idênticos ou iguais. Cada escritor tem a sua forma de escrever, o seu cunho pessoal. De qualquer forma são aqueles escritores diferentes que marcam. É a sua originalidade que acrescenta algo, que oferece algo. O ser-se banal já devia ter passado de moda, mas infelizmente não passou. E isto acontece na escrita e nas mais diversas áreas. 

Hoje em dia, as pessoas não são capazes de fazer a sua parte. E por vezes, torna-se de facto um tanto ou quanto aborrecido. Para quem começou algum projecto, é chato ver que alguém não se esforçou para modificar grande coisa. Estão a ver a história do plágio? Das cópias? Agora apareciam aqui dois escritos, apresentavam dois livros com títulos idênticos ou iguais, com partes da história idêntica ou igual, como reagiria o que lançou o livro primeiro? Certamente que iria ficar chateado, aborrecido e a desejar para que no mínimo, mesmo que esse escritor quisesse lançar o seu livro, que o fizesse ao seu jeito, que lançasse o seu livro com a sua marca pessoal, com a sua diferença. E não valia a pena tentar abafar. Não valia, porque o mal, esse, já estava feito. 

Não compreendo e nunca irei compreender quando vejo falta de originalidade por todos os cantos. Não compreendo e nunca irei compreender. O mundo é imenso, somos muitos, mas, vivemos em sociedade. Não somos um, isolado do resto do planeta. Somos muitos, somos médicos, enfermeiros, engenheiros, arquitectos, educadores, professores, enfim... Somos e podemos ser tanta coisa. Há espaço para todos, não há? Mas não é preciso empurrar, não é preciso passar ou tentar passar por cima de ninguém. Acima de tudo, porque é feio. É feio ir-se na rua e deparar-se com algo que nos recorda o que é nosso. É feio vaguear por aí e deparar-mo-nos com algo que reconhecemos, que já tivemos ou que ainda temos. É feio encontrar algo que tem uma ligeira mudança do que é nosso, noutro lugar. Num lugar publico. Como já disse, todos somos humanos, todos podíamos ser escritores. Nem todos temos a mesma capacidade de imaginação, aí é que reside a diferença, nos que conseguem ser escritores. Contudo, certamente não será necessário utilizar uma ideia alheira para construir algo. Acredito que seja muito melhor quando a ideia é nossa, as frases são nossas, as palavras são nossas.

Enfim, era só isto.


5 comments

  1. Ora bem. E está tudo dito. É tão bom sentir que marcamos a diferença em algo. Mas não é fácil, é certo.
    Beijinhos

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  2. É verdade, e Portugal marca a diferença em muitos sentidos, eu sinto! Precisamos é de mais um empurrão!
    THE PINK ELEPHANT SHOE | FACEBOOK | YOUTUBE CHANNEL |

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  3. A originalidade é como o respeito...é bom e eu gosto!! :)
    Beijinho Joana e continua assim!

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  4. Concordo plenamente! Acho que, cada vez mais, as pessoas se limitam a ser 'uma cópia barata' de outras. Perdeu-se a originalidade e o orgulho em poder ter algo só nosso, sem recorrer ao caminho mais fácil que é limitar-se a usar uma ideia de outra pessoa!
    Beijinho, querida*

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  5. Ai ai Joana... ainda estou aqui para ver o momento da explosão.. beijo...

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