April 11, 2015

"I'm no angel" | Sobre notícias #15

A marca americana Lane Bryant comercializa lingerie em tamanhos grandes, os chamados "plus size", e a verdade é que lançou recentemente uma campanha para dar resposta à última campanha lançada pela marca Victoria's Secret. A Lane decidiu colocar modelos plus size, em vez de recorrer aos "anjos" utilizados como é hábito pela Victoria's Secret. O que é facto é que os anjos desta vez deram que falar, pois o mote para a campanha era "O Corpo Perfeito" ou em inglês " The Perfect Body" com os anjos nas fotografias da mesma. Se eu concordo com isto? Não. Eu não concordo de todo com isto, porque desse modo, estaria a dizer que aquele corpo é o modelo ideal. Porém, também não sou capaz de dizer, sim senhora, é bom existirem pessoas com excesso de peso e obesidade. Por isso, não o irei fazer. E vou passar a explicar porquê.


Não me cabe a mim ou a qualquer outra pessoa (ou marca) decidir qual é o modelo de corpo perfeito, ou quais deverão ser as medidas para que o nosso corpo seja o ideal, o pleno. Essa ideia não tem nada de saudável e provavelmente irá provocar em algumas pessoas más iniciativas de perda de peso que acabarão por trazem consequências negativas. O ser extremamente magro não é bom, nem deve servir de exemplo para ninguém. A fase do pele e osso, julgo que já passou há algum tempo e se não passou, confesso, que na minha opinião já deveria ter passado há bastante tempo. Contudo, também não irei certamente dizer que devemos ter excesso de peso e ser mulheres, adolescentes ou até mesmo crianças com excesso de peso. O excesso de peso também não é saudável. Não temos de ser anjos, claro que não, mas também não precisamos ser gordos. O meio termo será o melhor caminho, o mais saudável. Se acho justo que existam modelos para todos os corpos? Claro que sim! Não me entendam mal. Também eu tive excesso de peso e perdi 15 kg, como já aqui falei inúmeras vezes. Sei o quão difícil pode ser a tarefa de nos sentirmos bem com o nosso próprio corpo, com a nossa própria imagem. Por isso, não aponto o dedo a nenhuma das campanhas. 


A verdade é que para mim, não deve ser tanto ao mar nem tanto à terra. A resposta por parte da Lane Bryant foi excelente, na medida em que mostra a todas as mulheres do mundo que não há necessidade da magreza extrema que infelizmente ainda é usada no meio dos desfiles infindáveis que existem pelo mundo fora. Mas, pelo facto de ver o excesso de peso aumentar desde os mais pequenos até aos adultos de hoje, não vou defender que promovam com alegria pessoas com peso a mais. Acho que era isto que queria dizer. É bom que essas pessoas sejam felizes, claro que sim, mal delas se assim não fosse. Mas não promovam com alegria o excesso de peso. Não se trata de um ou dois quilos a mais, trata-se de alguns dígitos bons. 

Ser saudável é bom, controlar o nosso peso e a nossa saúde também. Nem tudo se reflecte no peso, muita coisa é também reflectida na nossa saúde diária, em pormenores que muitas vezes não são possíveis de ver a olho nu. A minha perturbação com o peso em excesso será sempre grande, mas a mania das magrezas também não me agrada. Julgo que era ideal uma campanha com pessoas reais. Uma campanha com pessoas reais de 50 quilos, 60 quilos, 70 quilos, 80 quilos, talvez. Assim, talvez se mostrasse que haverão sempre números para todas, mas acabava-se por promover a saúde, em vez de dois extremos pouco saudáveis. Mas isto, como sempre, é só a minha opinião. 



9 comments:

  1. Mediante o caclulo do teu IMC, o ideal, ou mesmo "perfeito" encontrasse pelos 20 (inícios). Logo, não havendo mulheres acima do 1.90m , 70 e 80 kg já é excesso de peso mesmo para as altas.

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    1. Sim Inês. Eu já fiz parte desse peso e sei que o é. Mas estamos a falar de dois extremos, podendo existir pessoas mais magras, poderão também apresentar algumas pessoas com mais algum peso, para ser possível darem a ideia que pretendem transmitir. Sem excessos. Era essa a minha ideia.

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  2. Concordo, nem 8 nem 80, mais uma vez entendo perfeitamente o que queres dizer, Joana, cada um e cm e, e somos nos as primeiras pessoas a ter de gostar de nos para os outros gostarem* Alias essa e uma das minhas maximas desde q tive a depressao... Se nao gostarmos de nos primeiro, quem gostara?
    Ate acho bem q facam essas campanhas mas sem excessos nem ferir susceptibilidades, e tudo uma questao de bom senso e respeito pelo proximo*
    Sim, sou mesmo uma eterna dreamer*
    Beijinhos*

    http://matildeferreira.co.uk/

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  3. Eu continuo a achar que estão a confundir as coisas - tal como referi no meu post sobre o tema ontem. A campanha da Victoria's Secret esteve mal, é uma verdade. Mas a da Lane Bryant a meu ver não. Claro que todos podemos ter opiniões diferentes mas o que vi e entendi foi que, sendo a Lane Bryant uma marca de lingerie plus size, usou as suas modelos (consequentemente plus size) para a campanha. O que temos que atentar é que a campanha consistiu tal como o próprio nome indica em #ImNoAngel (não sou anjo), ou seja, querendo com isto dizer "não somos perfeitas" fazendo alusão à campanha da Victoria's Secret a qual referia o "perfect body". O que estão a confundir, a meu ver, é que estão a supor que a esta marca quis dizer e transmitir que aquele corpo - plus size - é o corpo perfeito. Incentivando assim à obesidade e sedentarismo. Mas o que elas quiseram transmitir foi que não são perfeitas. Que se sentem felizes tão como são, e não são perfeitas mas lidam bem com isso. Mas isto é só a minha opinião e o meu entendimento :)

    Fica aqui o link do post que já tinha feito anteriormente sobre o assunto :)
    http://rosachiclet23.blogspot.pt/2015/04/imnoangel.html?m=1

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    1. Andreia, mas eu concordo com o que tu disseste. E não referi, acho eu, no meu texto que a marca pretendeu promover o sedentarismo e a obesidade. E concordo inteiramente com o que a campanha fez, porque a magreza a mais já se torna cansativa e é algo muito pouco saudável. Sendo uma marca para plus size, a escolha das modelos está perfeita. Até aí tudo bem. Usam o que precisam para aquilo que vendem. O que tentei dizer foi que infelizmente, nem se devem promover pessoas muito magras, como tu dizes, mas também não se deve promover pessoas com excesso de peso. Compreendes? Deve-se promover algo para uma vida, ou neste caso, um corpo mais saudável.

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  4. Concordo com tudo o que disseste! Não gosto que as marcas se sintam capazes de determinar "o corpo ideal" , mas na verdade, até têm grande influência sobre as pessoas. Concordo que uma campanha ideal seria pessoas normais e não modelos ou plus size models que são 2 extremos. Hoje em dia, estão cada vez mais movimentos acerca de mostrar as curvas e tal, mas também não concordo inteiramente com isso. Porque isso pode motivar a engordar ou a ficar como estas modelos e isso não é saudável. Um meio termo seria bom.

    Beijinho,
    http://cereja-dooce.blogspot.pt/

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  5. Olha acho que tens razão, tanto uma campanha como outra representam extremos e não é isso que deve ser feito, pois não deve ser incentivado nem um nem outro (visto que ambos são pouco saudáveis). Concordo quando dizes que deviam recorrer a uma "amostra" normal da população para passar essa ideia, mas também pelo que me parece, a ideia da Lane Bryant não foi promover ou incentivar o excesso de peso, mas visto que é uma marca plus size, foi apenas fazer a campanha com o tipo real de mulheres que usa as suas peças e isso, de certa forma, acho bem. O problema é que as pessoas preocupam-se demasiado com os "padrões de beleza", que são de modas e esquecem-se dos "padrões de saúde", que realmente importam.
    Beijinhos e bom fim de semana :)
    Telma | Fui Eu Que Disse - Blog

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  6. Gostei imenso da tua opinião minha querida. Aliás, é o tipo de conteúdos que mais me atrai no teu blog. Gosto imenso da tua sinceridade mesmo <3
    THE PINK ELEPHANT SHOE | FACEBOOK | YOUTUBE CHANNEL |

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  7. Todas as mulheres devem ter o direito de se sentirem felizes no corpo que têm. O mundo da moda, dos desfiles é um mundo irreal. Existem mulheres muito bonitas que não têm o corpo perfeito. Sei que isto é uma utopia e nunca vai acontecer, mas se os ideias de beleza das passerelles mudassem um pouco, ou seja, se as modelos começassem a ter mais de 50kg, nós não hesitaríamos tanto em comprar uma peça, pois identificar-nos-íamos com a modelo.

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