March 26, 2015

Acreditar é o segredo, o resto é treta

(Este vai ser um daqueles textos que vai directamente para aquela etiqueta que eu sempre adorei neste blog intitulada de "Quando a Joana desabafa" e que já existe há 4 anos. Pois, é a etiqueta mais velhinha e mais repleta de coisinhas que por aqui podem encontrar. Ora, vamos lá então agora ao texto!)

Tenho para mim, que uma das coisas mais complicadas que nos podem passar pela cabeça é nem mais, nem menos, do que acreditar. Praticamente tudo gira em torno da crença que temos em qualquer coisa. Podem vir chuvas, trovoadas, relâmpagos horrorosos, pode até mesmo o mundo cair aos nossos pés, se nós acreditarmos, certamente, sairemos desses destroços vitoriosos. E digo isto para mim mesma, e devia repeti-lo uma e outra vez. Tantas quantas fossem precisas. Devia gritar aos meus próprios ouvidos. Para quando me encho de dúvidas a respeito das minhas capacidades aos mais diversos níveis, entender, que não podem existir chuvas, que não posso deixar que as chuvas me entrem pela casa a dentro. Não posso mesmo.

E isto aplica-se a cada um de nós, individualmente. Acreditar é o segredo. Acreditem que é. Tudo bem que não é solução para tudo. Claro que não. Acreditar não chega. Mas se não acreditarmos, garanto que não arredamos pé do mesmo espaço onde estamos. Se nos ficarmos, as coisas não andam. As coisas não evoluem. O primeiro passo é acreditar. Acreditar no que fizemos para trás, acreditar no que vamos fazendo no presente e sobretudo, não perder a esperança e acreditar que só podemos melhorar no futuro. E no meio de todas as minhas inseguranças ao longo da vida, acreditem que se não fosse a obsessão por querer ser melhor, hoje em dia não estava como estava. 

Acreditar é uma força. Uma força que devemos a nós mesmos. E repito, contra mim falo. Raramente acredito piamente que sou capaz. Gosto muito de questionar se sim, se não, se assim-assim. Faz parte de mim, infelizmente. Mas sei reconhecer um burro quando o vejo. E o que vejo é que acabo sempre por acreditar em mim e tentar chegar novamente à tona da água e encher o peito de ar, respirar fundo e arregaçar as mangas. Tem de ser assim não tem? Mal de mim se assim não fosse. E eu acredito que existam pessoas a desejarem-me mal, acredito mesmo, só que não sou supersticiosa. Nunca fui. Não rezo para me tirar as maleitas, nem pouco mais ou menos. Já senti várias vezes que existem momentos de autêntico azar, que se vê claramente que deve ser uma força qualquer a puxar para baixo e a tornar o dia num inferno, mas o que posso eu fazer relativamente a isso? Erguer-me e parar com essa onda de desgraça. Erguer-me e perceber que se era uma injustiça, não era eu que devia chorar dias a fio e pedir que a verdade viesse ao de cima. Ela vem, quando calha. E é quando vem. Se não vier, restamos acreditar que o dia de amanhã é melhor. 

O acreditar está sempre lá, não está? Eu disse, não disse? Na vida podemos ser tudo, tentar tudo. Se, acreditarmos. (Maldito se, não é?). 

Acreditemos então. 

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