July 02, 2014

Não se mente quando se ama


Gosto muito de ler. E posso dizer que li praticamente todos os livros desta senhora. Provavelmente faltam-me, talvez, um ou dois. 

Para muitas pessoas é capaz de ser uma chatice, que a senhora se repete muito e que os livros volta e meia batem no mesmo assunto. Ainda que possa aceitar que um dos assuntos fulcrais seja o amor e tudo o que o envolve, também entendo que seja um tema infinito. É o que faz mover o mundo e certamente que uma grande percentagem de livros se debate nesse mesmo tema. Sei que juntamente com esse tema, digamos que, a Margarida Rebelo Pinto mete também sempre uma facadazinha nos homens. 


Mas este excerto que coloquei é diferente. Serve para o amor, seja ele qual for. Servem para pais e filhos, serve para namorados, para maridos e mulheres, serve também para as amizades. 

Faz falta acreditar que as pessoas nos querem bem, sem necessitarem de nada em troca, sem serem interesseiras. Faz falta, neste nosso mundo, conseguir entender que pode haver quem nos queira bem sem segundas intenções. Mas é difícil carregar esta informação perto do nosso peito e dentro da nossa cabeça. Só quando a colocarmos aí é que possamos ser capazes de nos tornarmos melhores pessoas. É bom ir acumulando pontos positivos, felizes, para os dias que nos vão seguindo. E podíamos facilitar tanto a nossa vida, falo por mim, que sou complicada, que desconfio de quase tudo. Vejo um mundo tão negro, com tantas falhas que por vezes fica difícil fechar os olhos e tentar acreditar simplesmente, sem mais nada por detrás. Acreditar. Assim. Só.

E ninguém gosta de perder tempo. Ninguém gosta que usem o nosso tempo em vão. E quando damos o nosso tempo a alguém, é de livre vontade, porque ninguém nos força... Chama-se vontade. E mais uma vez, nos dias de hoje, ninguém dá o seu precioso tempo a quem não quer. Ninguém fala com quem não quer, ninguém sorri para quem não quer. Por isso, se alguém te estender uma mão, um dedo que seja... Por que não tentar pensar que a pessoa quer de facto fazê-lo? Por que não aceitar que talvez haja sinceridade? Era bom sermos capazes de guardar todos os momentos bons numa caixa, era bom sermos capazes de guardar os sorrisos, os gestos bons, as palavras boas e deitar as más todas fora. Assim, mesmo que algo corre-se mal, saberíamos que não tínhamos perdido e tempo. E na verdade não perdemos. Deixa de ser tempo perdido se queremos perdê-lo com alguém ou algo. Mesmo que por vezes corra mal, mesmo que por vezes falhemos. A vida é assim... cheia de altos, e de baixos também. Basta sermos vivermos com o máximo de sinceridade, ou o mínimo para os que não conseguirem mais. 

Eu... Eu não sei ser falsa. Só sei chegar e dizer o que a minha cabeça mandar. O que sentir. E é difícil mentir naquilo que se sente. Pelo menos para mim é.


No comments:

Post a Comment