July 18, 2014

Sobre perder peso! #9

Sim. O título é grande, mas é isso mesmo que vou falar. Sei que diariamente informo como está a decorrer o desafio dos 30 dias em que estou a fazer agachamentos. Mas hoje é diferente. É sobre a minha opinião no meio disto tudo. Este meu texto até poderia ter surgido de várias formas, até poderia apenas acordar com vontade de falar neste assunto que será eternamente importante para mim. Mas desta vez, darei quase que uma resposta a uma pergunta que me foi colocada ontem no último post que fiz sobre perda de peso. 

A pergunta baseou-se em como eu reagia perante comentários menos positivos das pessoas que me rodeiam, a família e os amigos.

Sinceramente varia muito de família para família. A verdade é essa. Nenhuma é igual, nem lida com os problemas de igual forma. Quando eu era uma criança gorda ninguém reparada, repito, ninguém. Aos olhos dos nossos pais nós seremos sempre bonitos e acabam sempre por nos ver com outros olhos. E quem diz os pais, pode dizer os tios, os primos, e por aí fora. E neste caso, não é por não gostarem de nós. É por gostarem demasiado de nós que acabam ficando meio cegos. E depois nós continuamos a comer, e a comer... E os números da roupa aumentam e vestimos sempre tamanhos acima dos que eram ditos normais para a nossa faixa etária. Eu senti isso na pele. Até aos 9 anos era uma criança normal, nem magra, nem gorda. Mas a partir dos 10 anos foi para esquecer. Entre não praticar exercício e entrar na idade do armário com direito a menstruação, não houve espaço para perdas de peso, mas sim para ganhos. 

Quando comecei a crescer, a família foi notando finalmente e apontando que poderia correr o risco de ficar com o estômago dilatado, que poderia não conseguir perder peso. Mas dizer às pessoas que estão com peso a mais ou que são gordinhas (nunca gostei do termo, ou são gordas ou são obesas, ou não são nada disto), nunca ajudou ninguém. Apenas perturba, martiriza. E acabamos com alguns traumas. 




Passando a fase da família, vem a fase da escola, dos amigos, dos rapazes. E vem as dores de cabeça. 

Se me perguntassem como reagir ao bulling, eu não saberia responder correctamente. Talvez porque no meu tempo não era dado com tal nome. Antigamente eram as miúdas ou os miúdos que eram maus uns para os outros e gozavam um bocado. E é verdade, sobrevivemos e estamos cá para contar a história. Uns com mais traumas, outros com menos. 

No meu caso não é muito compreensível, durante toda a fase da adolescência apareceram sempre rapazes a falar, a querer conversar e não ser só apenas um conhecido ou um amigo. E nunca me coube na cabeça porquê. Ainda hoje tenho essas dúvid-as. Se eu própria não gostava de mim, como alguém poderia gostar? Andar atrás? Se calhar quem estiver a passar por isto agora tem de abrir bem os olhos e tentar afastar todos os traumas possíveis e mais alguns! 

Eu nunca os perdi. Mas se algum familiar ou amigo vosso vos deitar abaixo, tentarem desmotivar-vos para o vosso objectivo, por favor, façam 10 vezes o contrário. Mostrem que sabem o que estão a fazer, que sabem pelo que lutam, que não se perde peso de um dia para o outro senão eram doentes e nada saudáveis! São esses mesmos comentários que vos deveriam fazer ganhar força. Mostrar que são capazes! 

Eu fui capaz. Ainda sou capaz. E em momento algum irei baixar os braços. Como já mencionei aqui, cheguei a vestir o tamanho XL e actualmente posso usar o S, o M. E não vou querer voltar lá, não vou querer estar onde já estive!

Para terminar...Tudo o que disse aqui não é de certeza para meninas e mulheres ou homens que estejam magros, que estejam bem e saudáveis. Não é para pessoas que se olham aos espelho e se acham continuamente gordas e mal feitas. Existe muita gente a fazer asneiras, a meter-se em dietas loucas, a errar e a dar cabo da sua própria saúde. Não só quero que quem leia o texto se tiver dúvidas me pergunte, mas também gostava que quem se sinta meio perdido tente ver que não é com radicalismos que lá vai. 


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