June 26, 2014

Entre mulheres... e alguns homens

Como o mundo sabe nós, mulheres, temos tendência para o exagero, para sermos mais embirrantes umas com as outras e até mesmo com o próximo. É da natureza de muitas mulheres meterem-se nos assuntos que não devem, porém a colherada onde não são metidas nem achadas e sobretudo não usam o cérebro para pensar que estão a agir mal...  E na verdade, estão mesmo! Claro que esta ciência se estende a alguns homens, que agem de forma idêntica só que por norma a intenção é outra. Os homens que têm natureza parecida com as nossas, utilizam-na, normalmente, para atingir um fim...e, normalmente, para não saírem prejudicados. E isso, minhas caras, irrita-me. Mas que os há... lá isso há. 

Quando a nós, senhoras dos nossos narizes empinados, provavelmente deveríamos começar a pensar mais em nos colocar mais na nossa própria vida, a pensar no nosso amanhã, que já somos crescidas o suficiente para meditar que nem sempre a vida corre fácil, nem sempre as marés estão a nosso favor, nem sempre temos vontade de sorrir, e muitas vezes temos de funcionar como se o dia tivesse o dobro das horas. Por essa mesma razão, muita das mulheres de hoje em dia deviam preocupar-se menos com a vida alheia. Não estamos na idade média, pois não? Uma cusquice de vez em quando todos nós gostamos... falar um pouquinho, algo que não faça mossa a ninguém é perfeitamente aceitável! Está-nos no sangue. Mas não vivemos em aldeias, não somos velhos... E temos de parar seriamente de esticar a corda até ao máximo, porque ela acaba por se partir. 

Quem gostar de manter esses rumos, esses caminhos tão pouco decentes, não vai ter um fim proveitoso. Vai chegar ao final da jornada e provavelmente vai viver numa casa sozinha, não vai conseguir grande coisa na vida... Vai viver para si, com as suas coisas....Vejam lá isso bem, senão só vos falta o gatinho ao lado a fazer companhia (e quem diz um, diz dois ou três). E eu até gosto de gatos...

O mais importante é conseguirmos ver com os nossos próprios olhos que podemos pensar que estamos a fazer uma grande coisa, um grande feito, e a pura das realidades é que estamos a ser parvas e a meter o nosso grande nariz em coisas que não interessam a ninguém. Todos nós merecemos o nosso espaço, o nosso canto, com as nossas famílias, connosco próprios, com as nossas decisões, com aquilo que bem quiserem...  E gostamos todas e todos, uns dos outros na mesma, se soubermos ver essa linha ténue (e já não pode ser a linha da zon, porque já se foi!) vamos aperceber-nos que o respeito mútuo tem de existir, que dar a mão, não é enfiar o braço pela vida a dentro... é querer estar, sem imposição, sem presunção, sem obrigação. 

Amigas e meus caros, façam-se à vida... Sejam felizes em vez de trazerem mais mal ao mundo! 


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