January 01, 2014

A minha história de amor #4

Disseste-me que me querias enviar uma mensagem, que tinhas coisas para me dizer... Sabendo eu que teria outras tantas para te dizer. Queria abrir-te o coração mal entrasse no novo ano, não por superstição, não por ser uma data em que por norma as pessoas aproveitam para mostrar o quanto gostam de algo ou de alguém. E provavelmente agora achas que já te disse tudo... e até disse. Mas não me senti satisfeita. Tenho o coração apertado, e sendo chata ou deixando de o ser, queria muito dizer-te palavras pequenas, quase ditas ao teu ouvido, ditas ao pormenor. Queria que visses o meu coração, que o ouvisses. Ele tem tanta coisa para te dar... Por isso, vou pegar pelo "pouco" que dissemos. Pouco pois comparando com o que sinto é muito pouco.

Sabes, se pudesse hoje, ficaria abraçada a ti toda a noite, até adormecer. Porque existem pessoas, que nos fazem sentir em casa. E tu fazes-me sentir em casa.

Se voltasse atrás à uns dias, o cenário era negro, e sinceramente não quero pensar muito nisso agora...Desta vez, irá provocar outro tipo de lágrimas. Lágrimas más, e lágrimas boas. Infelizmente, dizem que quando nos sentimos mal, quando ponderamos jogar tudo pelos ares e deixar que a corrente nos leve para onde for, que entendemos o quanto gostamos de alguém, o quanto precisamos dela, do corpo dela, do toque dela, de cada momento, de cada coisa particular e única dessa mesma pessoa. E eu soube o que era isso. Eu achava que já tinha sabido, mas, desta vez foi mais evidente. Quis detestar-te. Quis não te querer. Quis deixar de te amar. Só que descobri que não sei fazê-lo. Tu chegaste à minha vida e trocaste-a toda. Fizeste-me fazer escolhas diferentes de todas aquelas que pretendia tomar. Fizeste-me apaixonar num abrir e fechar de olhos. Fizeste-me sentir algo que julguei não sentir mais... que é o medo enorme de perder quem menos queria perder, de uma maneira que nunca te saberei dizer qual é. Profunda, muito minha... muito verdadeira. Chegaste de malas e bagagens, e eu agora não quero que vás. Por isso, por favor não brinques com o meu coração, não brinques com a minha força de viver - que neste momento tem o teu nome escrito. Se chegaste que seja para ficar, uma e outra vez... Todas as vezes que o teu coração quiser. A raiva sentida ia levar-me a virar costas, a ir-me embora...mas questiono-me, o que farias? virias atrás? deixavas-me ir? aceitarias apenas? Eu não sei... São respostas tuas. Muito tuas. Os silêncios que posso ter tido, eram da minha cabeça e do meu coração... Um deles, sabia que o melhor era ir-me embora depois de dizer tudo. E o outro, impedia-me por tanto te querer, por querer viver contigo uma vida que nunca vivi. O meu coração.. esse... Queria morar contigo, queria partilhar contigo cada espaço que uma casa tem. Queria acordar e dizer-te o quanto te amo e desejar-te um dia de trabalho bom. Queria preparar-te um jantar. Queria sentar-me contigo no nosso sofá e abraçar-te. Enroscar-me numa manta, e em ti. Queria crescer contigo a cada dia. Queria amar-te... Como só te sabe amar a ti. Como nunca amou nada como te ama a ti. Como nunca amou ninguém como te ama a ti. Queria dar-te um beijo quando chegasses a casa. Queria deitar-se contigo ao fim do dia. Queria perder noites acordado contigo. E queria que os teus filhos fossem os nossos filhos. Que saíssem ao pai...lindos, e com a capacidade de me fazer amá-los como o pai o faz todos os dias. Sim... porque um dia terei de lhes contar umas peripécias do papá deles. Dizer-lhes que o pai um dia deixou a mãe tão furiosa e magoada...e mesmo assim a mamã decidiu ficar, e até acompanhou o papá ao barbeiro. E nessa altura peço-lhes que te mandem embora, para lhes segredar que cada beijinho que a mamã negou ao papá... foi como se lhe estivessem a tirar uma coisa que eles gostem muito. Porque o papá estava lindo...e a mamã não o disse. Dizer-lhes que a mamã era capaz de ficar assim muito e muito tempo a olhar para ele, porque ele era e é o Homem da vida dela, porque é lindo e só de andar de mão dada com ele na rua e olhar para ele sentia-se feliz.



O amor não se escolhe sentir, nem quando, nem onde, nem por quem... Eu não sabia que um dia ia amar assim, não sabia que ia dar voltas à cabeça para lidar com tudo isto... De ver o mundo de outra maneira, de começar a ver o mundo a dois e não a um que tem outro alguém... Somos um. Os dois. Agora vejo um mundo partilhado contigo. De entender que o passado e o que senti, nada tem haver com o que sinto e o que tenho contigo. Assim como me fazes sentir triste, fazes-me sentir a mulher mais preenchida do mundo. E o amor passa por isso mesmo, por te entregares a alguém e saberes que essa pessoa te pode destruir e mesmo assim confiares nela esse poder imenso. Dei-te todo esse poder. Dei-me a ti...

Sabes, estar contigo é... não querer estar noutro lado. É fechar os meus olhos e sentir para comigo mesma que o amor é mais do que gostar, é mais do que paixão, é mais do que querer muito alguém ou alguma coisa. Amor é muito mais do que isso... Amor é calma, é paz, é não precisar de dizer uma única palavra, é querer apenas sentir quem amamos por perto, é essa pessoa te abraçar e tu desmoronares nos braços dela. Amor é tudo... Amor é precisar de ouvir a voz do outro, é querer ir embora e ficar, é desejar que essa pessoa seja tua, com todos os defeitos que ela trás consigo. Sabes, Amor és Tu.

Podia continuar a escrever-te, mas não quero estoirar-te...
Podia continuar a escrever-te, mas as lágrimas que querem cair dos meus olhos falam por sí só...
O misto do que nestes últimos dias senti, fizeram-me ganhar certezas que pensei saber em palavras e acções. Sinto-as, e não as sei dizer. Só as sei sentir.

Só te sei sentir...
Amo-te, e vou-te amar sempre.

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