December 30, 2010

O meu livro de 2010

Chegou a altura de abrir o bendito livro que me resume os meses, os dias, as horas e os segundos. Chegou o momento em que paro para pensar. Para além de anual, tornou-se habitual - pelo menos, para mim. Como também já é habitual, nunca sei por onde começar, qual a frase ideal; foram tantos os momentos... 

Abri o - meu - livro, estou pronta. Chamo-lhe livro ou chamo-lhe «Desabafos 2010»? Vou chamar-lhe um pouco dos dois, mas não fugindo ao assunto...

Não vou começar pelas más, e seguir para as boas ou vice-versa. O que vou realmente fazer é fechar os olhos e lembrar-me de como estava no ano passado, e passar por Janeiro, Fevereiro, Março... Se bem me recordo o ano passado por esta altura estava a preparar-me para uma mega passagem de ano que, no fim, não aconteceu. E este ano isso será bem diferente - terei comigo pessoas importantes, a festejar um novo ano que aí vem -, e desejarei passar os seguintes com as mesmas pessoas que estiverem presentes. Mas, voltando ao final do outro ano... sinceramente, há certas coisas que já nem me recordo, e ainda bem, muito sinceramente. O que me lembro também é que foi um ano que começou mal, com arrufos, confusões, atritos. Começou mal. Deparei-me com mentiras, com perdas de tempo, de muito tempo até; encontrei promessas perdidas no chão, largadas ao sabor do vento - que sumiram. Deparei-me com histórias mal contadas, com obsessões, e afins. No lado positivo, encontrei pessoas novas, amizades com boas intenções de continuarem, e as que já existiram confirmaram-se. 
Aos seres humanos que me encheram o ano de mentiras, promessas falhadas, desgostos e mágoas... Muito obrigado! Ensinaram-me a não perder tempo. Ensinaram-me a saber viver. Ensinaram-me a dar a mão à vida, em vez de esperar que a vida me traga o que anseio. Muito, muito obrigado - do fundo do coração. As feridas sararam, as marcas estão guardadas para não cair duas vezes no mesmo erro. Se fiz asneiras, durante o período de «sarar feridas»? Fiz - bastantes. Se aprendi com elas? Aprendi, e não se irão repetir. Não vos agradeço pelas asneiras que cometi, se bem que podiam ter sido piores. Mas no entanto, fica o agradecimento.

Aos seres humanos que me encheram de estabilidade, amor, carinho, amizade, afecto e sorrisos... Muito obrigado! Vocês ensinaram-me que pode existir continuidade, que não é necessário estar fisicamente. É bom, para matar saudades, mas, não é por aí que se têm de perder as amizades ou os afectos. Obrigado por me ensinarem isso. Aliás, agradeço-vos pelas pessoas que vocês são. Ensinaram-me também que há amizades que se mantêm na mesma - são boas, fortes e perduram...
Aos novos seres humanos me começaram a encher os dias de novos sentimentos... Muito obrigado! Ensinaram-me que ainda era possível conhecer pessoas que merecessem o esforço, que valessem a pena. Ensinaram-me a acreditar. Ensinaram-me a por em hipótese. Ofereceram-me risos e sorrisos. Novas amizades e «amores». 

Ao meu querido, e amado sobrinho. Por ser como é. Por gritar por mim quando precisa de mim, ou simplesmente porque lhe apetece. Por gostar de mim e mo dizer. Por me encher de beijos, abraços e olhar para mim - bem no fundo dos meus olhos. Por ser lindo, e ser meu. 

Para finalizar, cá vão pequenas palavras que me vão recordar grandes momentos...

Bilhetes da Avic. Vila-Praia-de-Âncora parte I. Vila-Praia-de-Âncora parte II. Rock-in-Rio 2010 Leona Lewis. Saídas habituais. As minhas miúdas. A-minha-mania-pelo-secador-mesmo-estando-no-meio-do-campo. A gala das minhas. Os livros que li. As sessões de fotografias que fiz. As cartas que rasguei. As cartas que escrevi. Desculpa mas vou chamar-te, amor. As despedidas. Os abraços. Os beijos. As novidades. As novas amizades. O casamento. O ser Madrinha. O Voluntariado. Os momentos bons. Os momentos maus. As decisões tomadas. As bebedeiras. As saudades. As lágrimas.

Se me esqueci de alguma coisa? Nem por isso. Se guardo tudo? Guardo. 

Façam uma boa passagem para o ano seguinte. Bom ano novo!

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