July 02, 2010

Desilusões

Às vezes não damos conta do que se passa ao nosso redor, mas, um dia, somos apanhados desprevenidos e é nesse dia que nos cai o mundo, assim, sem porquês. Ficamos a pensar o que terá acontecido, o que se terá passado para que o decorrer das acções tenha tido um final assim. Outras vezes, vai acontecendo pouco a pouco, passo a passo e nós vamos vendo e vamos ficando «estranhos», senti-mo-nos diferentes. Vamos vendo que o rumo das coisas não deveria ser este, mas, as escolhas nem sempre foram nossas para tudo chegar a este ponto. Odeio quando tu, vida, me fazes isto. Dás-me pontapés que pouca gente vê, que pouca gente irá perceber. Dás-me pontapés que me magoam, me abalam e me deitam no chão. Porquê? Terei feito algum mal, que de tão grave me faça ter de levar tantos pontapés? As pessoas não medem as acções. Não medem as consequências. Mas não há nada a fazer. Tenho de suportá-las. Eu, por mim mesma. E eu sei, que, no fundo, eu vou levantar-me sempre. No fim de contas, eu sou lutadora. Luto sempre. Não seria agora que iria baixar os braços. Nunca o irei fazer. Mas a vida é mesmo assim, feita de pessoas imperfeitas, com atitudes ainda mais imperfeitas, rodeiam-me, cruzam o caminho delas no meu, e eu permito. É assim que se aprende a viver, não há outra maneira, a vida é assim. Quem já não passou por situações destas, ridículas, levante a mão. 

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