February 03, 2010

Relatos de histórias

Existem pessoas que nasceram para contar histórias, que não só as inventam como muitas das vezes passam por essas mesmas histórias. Pessoas que relatam. Pessoas que vivem. Pessoas que sabem o significado e a diferença que existem nas histórias que se conta, para aquelas em que se vive. Eu faço parte do grupo de pessoas que sabem contar histórias, daquelas engraçadas ou enfadonhas, alegres ou tristes; mas, também faço parte do grupo do que conta o que vive. Existo em ambos os lados. A ambiguidade existente por vezes pode confundir-me ou confundir os outros. No entanto, não há dificuldade nenhuma acrescida a esta situação. Eu sei inventar histórias, sei criar personagens que vagueiam por aí todos os dias possivelmente e que apenas não conheço; e também sei relatar o que se passou e se vai passando comigo. De certo que nem todos conseguem distinguir pois no fundo permito que a escrita seja idêntica. Mas quem me conhece sabe distinguir as histórias verdadeiras, das outras. Outras, não por serem menos interessantes. Outras, somente outras. Liberdade de escrita sempre me agradou, e se quiser "inventar" é raro o momento em que me sinto presa, em que nada flui. Porém, se estiver a falar das minhas emoções e dos meus sentimentos, posso bloquear, falhar, ter uma branca muito rapidamente. Os pensamentos atropelam-se uns aos outros, não sabem olhar para o semáforo e ver que está vermelho. Atropelam-se e atropelam-me a mim. 

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