February 08, 2010

Hurt

Tantas e tantas vezes. Somos quase que empurrados para uma parede, com toda a força que reside dentro da pessoa que nos empurra; ou talvez sejamos nós mesmos a empurrar-mo-nos para essa mesma parede. Sem dó, nem piedade. E é nesse momento que dói, e é nessa altura que somos chamados de burros. Até nós próprios nos chamamos assim. Burros porque permitimos que alguém nos coloque em tal situação. Não devia ser assim. Porque razão havemos de deixar que alguém nos faça isso? Nos provoque dor? Não há mais nenhuma razão senão a chamada e típica burrice que nos assiste nestas alturas. Somos invadidos por ela, ou então somos nós que lhe abrimos os portões e depois dos portões as portas e é aí que elas se entranham, nas nossas entranhas. E depois permanecem lá, vão corroendo sentimentos e vão terminando com tudo, até com a própria pessoa. O que dizer disso? Nada, a não ser burrice a nossa. Mas a culpa não é da burrice, a culpa é mesmo nossa. E o pior disso tudo, é que insistimos em bater com a cabeça na mesma parede ou noutra parede qualquer vezes sem conta. É normal de vez em quando termos de bater umas quantas vezes para ver se entendemos de uma vez por outras, mas insistir nisso de uma maneira que nos ultrapassa...Isso já não. Chega disso, chega de permitir que nos cheguem às entranhas. Tantas e tantas vezes que isto acontece, outras tantas vezes que isto ainda irá acontecer. Uma justificação para isso? Chama-se vida, e nunca vi ninguém dizer que ela era fácil. 

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