January 18, 2010

Your home

Entra e senta-te. Se for de tua vontade, permanece. Não tem dimensões muito grandes, não é um sitio onde todas as pessoas tenham possibilidade de entrar; ainda bem que assim é. Mas, entra. Senta-te. Posso dizer-te que se souberes aproveitar, vais sentir-te bem; vais sentir-te em casa. Entra e senta-te. Se eu te deixar. Se eu te permitir. Senta-te ao pé de «mim». Entrar no meu coração é difícil, mas se souberes como entrar, é como uma casa. Se souberes o que fazer para não sair de lá, tens um lugar teu. Lugar cativo. Ninguém to tira. Mas se decidires dar cabo do teu lugar, e ferires parte da «casa» és posto na rua. Com uma rapidez, uma limpeza, uma facilidade. Será que é isso que queres? Ninguém quer isso, mas às vezes parece que sim. Não me faças ter de arrumar a casa de novo, over and over again. Não me apetece, estou cansada disso. Entra e senta-te; depois, arruma-te. Encaixa-te na casa. Mas se não quiseres permanecer nela, se não for essa a tua vontade - sai. Abre a porta e sai. Entrega a chave, e nunca mais voltes. O meu coração não é uma porta aberta. Não podes escolher quando entras e sais. As atitudes que trazes contigo, escolhem por ti ou fazem-me escolher a mim por ti. Facilitas-me a vida. A tua casa pode ser o meu coração, mas o meu coração jamais estará aberto ao público.

PS: descobre o código para lá entrares. 

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