January 05, 2010

Perco-me para me encontrar

Em vez de arrumar a minha cabeça, parece que a arremessei. Peguei nela e a joguei contra a parede. Não percebo nada, nem do que digo ou do que faço. Não sei o que é, nem sei o que se passa comigo. Ou se calhar sei, e digo que não sei porque não posso afirmar a pés juntos o que poderá ser. Mas estou farta. Deram-me três nós na cabeça e mais três no coração e eu não notei. Se calhar foi isso. Ataram-nos bem. Estou a ver-me aflita para conseguir sair "disto". Posso sempre arranjar a desculpa de que ando com os sonos totalmente trocados, ainda não consegui voltar ao ritmo. Mas ia estar a inventar, porque eu posso não saber concretamente o que se passa. Mas sei que aquela desculpa, não passaria de uma desculpa minha. Meto a música alto, tão alto quanto possível. Apetece-me ouvi-la assim. Sentir o que ouço, não quero só escutar. Ao menos aí a confusão é obrigada a dissipar-se. O baralho que sai das colunas assim a obriga. Só queria desprender-me de toda esta confusão, deste caos que está a minha cabeça. Estúpida, nem consegue dizer-me com certezas o que se passa dentro dela. Devia manda-la de férias durante um mês. E o meu coração mandava durante cinco meses. Ele precisa mais. Está mais mal tratado. Talvez o meu problema passe por aí. Está tão maltratado, que... Não interessa. Estou cansada de confusões e sinto-me no meio delas. Alguém que me dê a mão e me puxe para fora delas. Ando a perder-me em pensamentos à toa. Perco-me, e agora preciso encontrar-me. 

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