January 24, 2010

Do outro lado da razão

É nesse lugar que estás. É aí, sozinho que te encontras. Estás precisamente do outro lado da razão. Do lado oposto; permaneces do lado errado. Se calhar gostas de ficar do outro lado. Se calhar desconheces por completo o lado da razão; ou caso o conheças não te atreves a colocar lá os pés, olhas apenas para ele. Por mim, tanto me faz de que lado fiques desde que não seja do meu lado. Não te quero aí. Não quero, não permito. Mas se não roças a razão, se não és capaz de fazê-lo, para quê todas estas situações ou palavras? Não existem explicações possíveis, ou talvez seja eu que não as encontre. Não compreendo determinadas situações. Nem merece o meu esforço. E é por essa razão que te encontras aí sozinho. Apesar de eu ser capaz de te ajudar (burrice minha), vais continuar aí, a vaguear. Sozinho, porque eu não vou fazê-lo. Não posso fazer isso a mim mesma. Não mereço tal coisa. Por isso, fica aí. Desse lado, nesse lugar. Não te aproximes da linha que nos separa. Eu jamais irei cortar essa linha, é uma linha que construí com toda a minha força, coragem, dor e com tudo o que me restava. É uma linha forte, que ninguém, nem mesmo tu a irás quebrar. Um linha forte, que nos separa e jamais alguém irá quebrar. Vai-te. Saí daqui, permanece no teu lugar. É aí que tu pertences. 

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