January 24, 2010

Coração nas mãos

Saltou de dentro de mim, saltou para as minhas mãos. Não sei como agarrá-lo. Saltou para fora de mim, deu um pulo maior do que podia. Maior do que as minhas próprias mãos. E agora eu não sei como voltar a colocá-lo no devido lugar. Saltou. Saltou para as minhas mãos. Parou de bater durante uns minutos. Parou de bater, ainda está parado. Afinal não são minutos, mas irão ser dias. Só quero colocá-lo no lugar de novo, para que ele possa bater outra vez. Não tentes pará-lo. Não interfiras com os batimentos do meu coração. Sem razões, sem motivos, sem justificação prévia, sem nada; pergunto-te e pergunto-me a mim mesma: porquê. Para que é que tens estas acções, do que te valem? Nem sei ao certo o que escrever, mas sei que o meu maior pedido, e único é: deixa-o bater, sem interferires com o ritmo, com o batimento dele. Deixa o meu coração sossegar. Ele só precisa de paz, amor, descanso, alegrias. Não necessito de confusões, brigas, interrogações que me levam a noites de insónias. Preciso de deixá-lo bater e colocá-lo dentro de mim. O meu coração pede. Pede tanto. Tenho tanto a pedir, e não vale de nada pedir. É como se pedisse a quem não me pode ouvir. Coração burro, coração maltratado e machucado. O meu coração, só podia ser o meu coração.  

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