December 09, 2009

Porquês e nhónhós

Utilizamos esta pergunta «porquê» tantas e tantas vezes, nem damos conta. Mãe, porque isto? Pai, porquê aquilo? Mas isso é enquanto somos pequeninos, enquanto estamos na fase dos porquês. Contudo, quando crescemos devíamos fazer menos perguntas, tendo em conta que a fase dos porquês já tinha passado. Mas engraçado é que nunca passamos essa fase. Levamos a vida toda a querer justificações para as coisas, é raro aceitarmos muitas coisas que se passam sem um porquê, sem uma razão lógica. Somos curiosos, teimosos, ou simplesmente crianças. Ou então nenhuma das três. Apenas desejamos ter justificação para tudo aquilo que nos custa a admitir ou aceitar. Eu sinceramente, faço muitas perguntas. O pior é que raramente me respondem a metade. E eu torno a perguntar-me nessa altura «porquê!» estou cansada de porquês, de esquemas, de nhónhós, cansei-me. Sou assim. Embora os queira, fartei-me. Se me mostrarem logo as coisas, eu calava-me. E deixava-me de nhónhóquisses.

PS: ainda não é hoje que me vou deixar de nhónhós

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