December 25, 2009

Dias e dias

Agora é tempo de contar os dias. Entre hoje e amanhã começa a contagem decrescente para um novo ano que aí vem. Começa-se a fazer os preparativos, decide-se os locais, as pessoas com quem desejamos passar a chamada meia-noite; é assim todos os anos. Esta correria, este desejo de entrar num novo ano, julgando e desejando que este seja melhor do que o anterior, ou que, para aqueles em que o ano foi bom, que se repita. Será sempre assim. Mas não devíamos arrumar as «gavetas» da nossa vida só por causa disso. Não era suposto encerrar esse ano, só pela chegada do novo ano. Devíamos reflectir é verdade, mas há coisas que merecem ser transportadas para o próximo ano. Ao reflectir sobre tudo o que se passou connosco e com os que nos são queridos, podemos chegar a vários «fins», e é verdade que arrumamos ou desejamos arrumar algumas coisas nos devidos lugares. Mas devíamos era dizer tudo aquilo que nos ficou por dizer, podemos pensar em como as coisas podiam-se renovar. Não vale a pena querer tudo naquele minuto entre o dia 31 e o dia 1. Não vale mesmo a pena. Com o passar do tempo, tudo se arruma. O dia está quase aí, e eu? Vou começar a pensar. Vou começar a reflectir sobre este ano. E devo dizer que este ano foi muito atribulado. Foi um ano que me trouxe tudo, e nada. Foi um ano cheio, e vazio ao mesmo tempo. Foi um ano de mudanças, de partidas, de chegadas. Foi um ano. Só desejo uma coisa com toda a certeza: que o próximo ano seja mais calmo, mais sereno. Que me traga mais paz. Isso posso pedir já. Porque no fundo, há dias e dias. Durante todos os anos, por isso só peço que sejam mais calmos.

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