November 09, 2009

Ventos e marés

Algumas vezes eu cheguei a pensar que as coisas se regulavam por uma frase, e se calhar ainda posso por em causa cinquenta por cento, mas mesmo assim, as pessoas não são como o vento, as pessoas nem sempre vão e vêm. As vezes param nas nossas vidas durante um periodo de tempo, tempo esse que é indeterminado, e o nosso erro é tentar dar-lhe uma certa longevidade. Ao dizer: eu quero-te aqui, é naquele momento. Ao dizer: eu quero que fiques sempre comigo. Utilizamos uma das palavras que nunca deveriamos dizer, o sempre. O sempre é até onde for. Mas o sempre nunca será mesmo sempre. As pessoas entram e saem, quando querem, quando lhes dá jeito. Quando abrem a boca e dizem que se vão embora, aí então, é a pior parte. Algumas vezes eu cheguei a acreditar que se essas pessoas algum dia foram mesmo nossas, fizeram mesmo parte da nossa vida, com sinceridade, com tudo mesmo. Eu cheguei a pensar que elas voltariam. Secalhar algumas voltaram, secalhar algumas nunca foram e sabes, secalhar algumas nunca voltarão. Até podem ter sido realmente nossas, apenas durou o tempo que tinha de durar. As pessoas são assim, as pessoas ou a vida. Leva e trás. Dá e arranca. Concede e depois arrepende-se. Mas faz tudo parte do mesmo. Desta bola gigante chamada planeta terra, e das pessoas que nele vivem. Nós, os humanos.  

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