November 16, 2009

Vento, para onde sopras?

Para onde me levas? Para onde me queres puxar? És capaz de me dizer? Porque é que fazes isto e num dos dias te lembras de me puxar mais para a direita, se no dia seguinte preferes que eu vá pela esquerda? É como se eu nem pudesse escolher qual dos caminhos seguir. Mas porque é que me fazes isto? Sopras duma maneira tão forte, tão intensa. E depois, há os dias em que não te sinto. Os dias em que parece que nada corre, que nada avança. Que o tempo fica parado e eu fico parada com o tempo. A olhar, a espera que algo aconteça, a espera que tu dês um sinal. Porque é que o faço? A resposta mais sincera que te podia dar é que não sei. Não sei mesmo. O vento leva-me os pensamentos, e com ele leva tudo aquilo que me pode perturbar. Era tão bom que pudesse dizer que ele me leva todos os problemas e confusões. Mas ia mentir. O vento sopra, e por vezes leva com ele alguns pequenos problemas. Faz-me tornar a ficar parada a olhar para o nada. A espera que tu (sejas tu, quem fores) me abras a porta do coração, ou a porta da vida. A espera que tu, ou outra pessoa qualquer me abre a porta. Mas peço-te uma coisa, vento, puxes tu para onde puxares, primeiro lembra-te de trazer alguém para bater à "porta". Trás alguém contigo para me avisar que vai tudo começar de novo. Bate duas vezes a porta, e sopra apenas para um lugar, para um caminho. Bate, e ajuda-me a fazer o meu coração bater. 

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