November 22, 2009

Descrições para quê

Podia começar o texto de todas as maneiras, formas, frases, línguas possíveis que nunca iria ser a totalmente correcta. Aquela que eu queria verdadeiramente. Talvez tenha sido um falso amor, talvez tenha sido um acumular de situações estúpidas, que fizeram com que eu hoje pensasse assim. "Assim" porque ainda não sei descrever o que esse " assim " quer dizer. Como é que não se soube tratar das coisas, como é que não foi possível. Se calhar até era possível, se calhar não era suposto ser possível. Azar. Paciência. Não há muito mais que eu possa dizer ou fazer. Foram tempos, foram momentos, foram situações que de vez em quando, quando eu fecho os meus olhos me passam imagens pela cabeça. Um flash que não serve para nada. Que não me trás nada, eu também não queria que trouxesse. O lugar das coisas possivelmente será sempre este. Talvez daqui a muitos anos a vida dê outra volta gigante e eu, e tu, nos cruzemos por essas ruas. São tantas, e ainda falta viver tanto e tão pouco. Quem sabe um dia. A minha capacidade de fazer projectos longos, duradouros diminuiu. E é só isso que talvez me custe, talvez seja por isso que te queira culpar um pouco. Não merecia que transformasses essa parte boa de mim, em algo que não gosto. Mas já está, já está. Não há nada a fazer. Como te sentes tu? Adorava saber. A sério que sim. Mas nunca irei saber. Guardo para mim, é o melhor mesmo. O passado ficou lá atrás e o futuro ainda está para chegar, deixa-me viver o presente e faz-me um favor, lembra-te que a porta está totalmente fechada para ti. A caixa está cheia de recordações, a minha cabeça e o meu coração também tem as suas recordações, mas não quero mais abrir a caixa. Falta só trancá-la para nada ir aparecendo de vez em quando. Por causa dessas malditas recordações, é que estou aqui, pegada ao teclado, a escrever. Não sei para quê. Um dia irei saber como te sentis-te (ou talvez não). 

1 comment

  1. Uma semana depois, depois até de já termos estado juntas aqui estou eu a retribuir o comentário.
    Obrigada pelo elogio á forma como escrevo. Ás vezes não dou muito valor a isso, como já te tinha dito. Tenho sempre montes de imaginação, mas quando abro a página das "novas mensagens" parece que ela me foge.


    «Para nós a vida tem sempre metas, existe sempre alguma coisa que desejamos alcançar, embora saibamos sempre que isso não levará a lado algum como tu disses-te.»
    Disseste isto no último comentário, e sim, é verdade. As nossas metas estão sempre a mudar, é por isso que são estradas para lado nenhum.

    «O passado ficou lá atrás e o futuro ainda está para chegar, deixa-me viver o presente e faz-me um favor, lembra-te que a porta está totalmente fechada para ti.» Esta é sem dúvida a melhor parte deste texto. Fechar a porta é, ou penso que seja, neste caso, a melhor solução. Ás vezes damos tanto, tanto de nós e quando nos ferem o mesmo é continuar a viver a vida sem olhar para trás. :)

    Até amanhã «3

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